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Mãe e padrasto de bebê de 1 ano e 8 meses encontrado morto em Planaltina, no DF, são presos

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Reprodução G1
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A mãe e o padrasto do bebê de 1 ano e 8 meses encontrado morto em Planaltina, no Distrito Federal, no dia 19 de janeiro passado, foram presos nesta quarta-feira (31). Segundo a Polícia Civil, o laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) apontou que Henry Sousa de Oliveira morreu de politraumatismo cranioencefálico, “além de apresentar várias outras lesões pelo corpo, tanto interna como externa”.

“O resultado do laudo apontou a morte por ação contundente, aquela que se dá mediante o uso de pressão, ou seja, uma espécie de uma pancada”, disse o delegado Brunno Oliveira, da 31ª DP.

A criança foi encontrada sem vida na casa do namorado da mãe do menino (saiba mais abaixo). Lucimária de Sousa Barbosa, de 28 anos, e Wildemar de Carvalho, de 33 anos, estão presos temporariamente pela suposta prática de crime hediondo do tipo homicídio qualificado. A pena é de 12 a 30 anos com aumento de 2/3 em virtude da vítima ser menor de 14 anos e os prováveis autores serem mãe e padrasto.

De acordo com a polícia, a mãe disse que a criança tinha caído de uma cama box, mas houve divergência entre o depoimento dela e do namorado. O g1 tenta contato com a defesa dos suspeitos.

Em depoimento, ela disse que foi passar a noite na casa do namorado junto com o filho. Ela afirmou que Henry estava dormindo normalmente e que, por volta das 5h, acordou e percebeu que o bebê estava gelado e com as extremidades roxas.

Ela chamou o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que constataram a morte de Henry.

Pai acusa casal de agressão

O pai da criança, Darlan de Oliveira, conversou com a TV Globo depois da morte do bebê e disse que desconfiava da versão da ex-companheira.

“Não tem como um bebê dormir e acordar assim, com traumatismo craniano. No enterro dele eu constatei, ela todo o tempo apalpando a cabeça dele, procurando sintoma, pegando onde estava machucado. Ela estava procurando para ter uma coisa pra se defender, entendeu?”, disse Darlan.

Lucimária e o namorado não tinham passagem pela polícia e também nenhum registro contra eles no Conselho Tutelar de Planaltina.

G1

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