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Maioria dos deputados gaúchos votará a favor do impeachment

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Ana Lanches

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A dois dias do início da discussão no plenário, dois a cada três deputados gaúchos declaram que votarão a favor do impeachment. Levantamento da Rádio Gaúcha com os deputados federais do Rio Grande do Sul indica que 21 de 31 parlamentares votarão a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A discussão terá início na próxima sexta-feira (15), conforme anúncio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Embora ainda não tenha manifestado oficialmente, Cunha já indicou que a votação, no domingo, terá início pelos deputados gaúchos. Sendo em ordem alfabética, o primeiro a votar será Afonso Hamm (PP), que é entusiasta do afastamento da presidente.

“O país passa por uma crise de confiança, o governo não tem mais credibilidade para conduzir politicamente e economicamente o país”, argumenta Hamm.

O voto seguinte seria a favor de Dilma. O deputado Afonso Motta (PDT) adianta que seguirá a orientação do partido, votando contra o impeachment. “Nós estamos participando do governo, é uma posição fechada da executiva e da bancada, e eu entendo que pedalada fiscal não configura crime de responsabilidade”, sustenta Motta.

Ao todo, entre os deputados do RS, 21 votarão pelo impeachment, oito pela permanência da presidente e dois afirmaram à reportagem que ainda não divulgariam seus votos: Giovani Cherini (PDT) e Pompeo de Mattos (PDT).

Os deputados que aprovam o impeachment da presidente são: Afonso Hamm (PP), Alceu Moreira (PMDB), Carlos Gomes (PRB), Covatti Filho (PP), Danrlei De Deus Hinterholz (PSD), Darcísio Perondi (PMDB), Heitor Schuch (PSB), Jerônimo Goergen (PP), João Derly (Rede), José Fogaça (PMDB), José Otávio Germano (PP), Jose Stédile (PSB), Luis Carlos Heinze (PP), Luiz Carlos Busato (PTB), Mauro Pereira (PMDB), Nelson Marchezan Junior (PSDB), Onyx Lorenzoni, Osmar Terra (PMDB), Renato Molling (PP), Ronaldo Nogueira (PTB) e Sérgio Moraes (PTB).

Já os contrários ao impeachment e que defendem a permanência de Dilma são: Afonso Motta (PDT), Bohn Gass (PT), Henrique Fontana (PT), Marco Maia (PT), Marcon – (PT), Maria Do Rosário (PT), Paulo Pimenta (PT) e Pepe Vargas (PT).

Se considerada apenas a bancada gaúcha, estaria formado o percentual necessário (dois terços) pela admissibilidade do impeachment. Em relação ao conjunto da Câmara, são necessários 342 votos pró-impeachment para que o processo tenha sequência.

Ainda indecisos, os deputados Pompeo de Mattos e Giovani Cherini, ambos do PDT, apresentaram as seguintes justificativas:

“Eu tenho meu voto sólido e cristalino, mas, no domingo, a gente vai ter a hora certa para dar o voto”, afirmou Cherini.

“A minha vontade pessoal é votar pelo impeachment, porque pode não ter crime nas pedaladas, mas tem uma crise ética por conta de muita roubalheira. Por que com a minha cara eu tenho que limpar a sujeira dos outros? Acontece que meu partido fechou questão contra o impeachment e eu sou dirigente partidário. Portanto, ainda estou dialogando até domingo”, disse Pompeo.

Fonte: Rádio Gaúcha

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