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Mais de 1,2 mil prisões realizadas em 2 anos pela PC e BM na região

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Foto: Fernando Martins / ClicSoledade
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A 24ª Região Policial, que tem sede em Soledade e abrange mais 16 municípios, divulgou nesta segunda-feira, 25/9, um relatório estatístico sobre as ações realizadas. Conforme os dados, os últimos dois anos se registrou um considerável aumento, onde foram efetuadas mais de 1200 prisões.

De acordo com o delegado regional Jader Ribeiro Duarte, isto demonstra que as populações desta região do Estado já haviam percebido. “As polícias aumentaram, e muito, o número de operações, prisões em flagrante e captura de foragidos. São mais de 1200 prisões neste curto período de dois anos. Se houver contabilidade das prisões efetuadas em outras cidades fora de nossa região, estes números serão, aí sim, muito superiores” relatou.

Na tabela abaixo é possível verificar o aumento das prisões nos últimos anos, sendo que apenas no primeiro semestre o trabalho já superou a média de épocas anteriores. A principal constatação é de que o número de operações e ações policiais resultaram em grande aumento de capturas, equivalente aos dez anos anteriores somados, ou seja, multiplicou-se por cinco a efetividade policial.

Os dados compilados pelo delegado também estão disponíveis a todo cidadão no site da Secretaria da Segurança Pública do Estado. Jader disse ter aguardado dois anos de sua gestão para realizar esta análise, pois entende que com este período já é possível verificar erros e acertos das estratégias adotadas. “Acredito que a análise por dados é a mais fiel pois foge de simpatias e torna impessoal a verificação dos resultados do trabalho”, assinala.

Resultado das prisões
O delegado regional ainda apresentou um relatório dos crimes cometidos na região nos últimos anos. Ele considera que o resultado da ação policial refletiu na diminuição da criminalidade, especialmente nos números de homicídios.

Jader Ribeiro Duarte frisou também que constantemente ouve referências de que se vive momentos violentos nestas cidades. “Na verdade estão manifestando um falso saudosismo, pois os números comprovam que Soledade e região viveram criminalidade bem mais violenta”, disse o delegado.

Ele afirma que chegou a ter médias acima de 20 homicídios, cerca de 2000 furtos e mais de 200 roubos por ano, e nesta última década os números foram reduzindo. “Em 2017 temos até esta data 4 homicídios, somados todos municípios da nossa região policial. Foram cerca de 600 furtos e aproximadamente 80 roubos”, informou.

Delegado ainda destaca que, “no contexto em que estamos, onde a criminalidade cresce ano a ano em nosso Estado e País, reduzir crimes é algo a ser comemorado”, ponderou.

Diferencias positivos precisam ser explorados
O delegado pontuou alguns diferenciais da região que deveriam ser melhor explorados pelas lideranças locais. Um deles é que a microrregião de Soledade aparece como a que mais reduziu homicídios na última década em todo o RS e a 4ª em todo o Brasil, de acordo com o Atlas da Violência 2016, divulgado pelo IPEA e o IBGE. Ele acredita que quando contabilizarem os números destes dois últimos anos, olhando a tabela da SSP/RS, talvez possa alcançar o 1º lugar no Brasil.

Fazendo mais com menos
Jader faz uma ressalva apontando que o número de policiais da BM e PC nunca foram tão reduzidos. “Dentre todas 29 Regiões Policiais no Estado, temos o menor efetivo, em que pese termos 11 delegacias para atender os nossos municípios”, lamentou.

Ele contextualiza com as dificuldades financeiras do Estado, que reflete nas dificuldades para o serviço público em termos salariais e de estrutura. “Isso torna o trabalho dos policiais quase heroico”, completou.

A principal dificuldade da polícia local tem sido enfrentar a criminalidade que vem de outras regiões. “Estamos no centro e na rota de passagem de criminosos que vem de Lajeado, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Passo Fundo, Carazinho, Erechim, Cruz Alta e Santa Cruz do Sul”, salientou.

Nestas cidades os índices criminais são bem elevados e manter estes números enfrentando a constante migração das quadrilhas tem exigido muito esforço. “Nos tornamos uma regional quase que itinerante, pois a grande maioria de nossas prisões e ações se dão fora de nossa região. A criminalidade local entendo que estava bem controlada, mas já começaram chegar as chamadas facções, que vão exigir uma nova dinâmica de atuação”, argumenta.

Jader também comenta sobre o enfrentamento das quadrilhas de roubo a bancos. “Em que pese ser atribuição do DEIC investigar, nosso apoio tem sido exitosa. Ajudamos a desbaratar a maior quadrilha existente, na cidade de Mormaço, assim como outros 45 criminosos foram presos na operação Tríade, entre eles os autores dos roubos em Fontoura Xavier e Putinga”, lembrou.

O responsável pela 24ª Região Policial insiste em afirmar que a integração com a Brigada MIlitar e o Ministério Público, bem como a confiança e apoio nos projetos vindos do Poder Judiciário destas Comarcas são determinantes para o êxito.

Ele observa que a juíza de Tapera destinou recurso para aquisição de um fuzil para a PC. Já o judiciário de Soledade direcionou dinheiro para aquisição do etilômetro e conserto de viaturas, e o juiz de Arvorezinha destinou verba para reforma da DP daquela cidade. A Justiça do Trabalho de Soledade financiou aquisição de equipamentos de investigação eletrônica e colocação de alarmes e vídeo-câmeras em todas as delegacias da 24ª DPR.

Em todos estes casos o Ministério Público indicou estes investimentos e os Magistrados anuíram. “Cada um de nós é uma peça nessa engrenagem chamada sistema criminal, se um não funciona bem, compromete o funcionamento do todo. Somente unidos poderemos conter a criminalidade. Se houver ruptura é a sociedade quem pagará”, finalizou Jader Duarte.

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