AgriculturaGeral

Ministério da Agricultura anuncia socorro a afetados pela estiagem no RS

0
Compartilhe este post

O governo do Estado confirma ter recebido, do Ministério da Agricultura, retorno das demandas de auxílio aos produtores afetados pela estiagem no Rio Grande do Sul. Entre as ações anunciadas (confira a lista abaixo), a pasta autorizou renegociação dos custeios e investimentos. O MAPA também permitiu a abertura de linhas de crédito para produtores, cooperativas, cerealistas e agroindústrias.

Segundo a Secretaria Estadual da Agricultura, mais da metade dos municípios gaúchos já decretou situação de emergência por problemas causados pela estiagem. As perdas nas lavouras já chegam a 45% em algumas culturas, como a da soja. Em relação ao milho, a produção deve ser 30% menor, mesmo percentual da safra da maçã. A alta do dólar e a pandemia do coronavírus deixam a situação ainda mais alarmante.

Impactos do coronavírus

A pandemia de coronavírus também motivou a tomada de decisões em benefício à agropecuária. O governo federal autorizou a prorrogação de dívidas de custeio e investimento de todos os produtores até o dia 15 de agosto de 2020. Produtores do Pronaf terão direito a uma linha de crédito emergencial de R$ 20 mil. Já os beneficiários do Pronamp que trabalham com culturas de hortifrútis, flores, leite, pesca e aquicultura vão poder contratar créditos de até R$ 40 mil. O prazo de pagamento dos empréstimos será de até três anos, com aplicação de juros já praticados pelos dois programas.

O MAPA também destinou recursos para comercialização beneficiando cooperativas, cerealistas e agroindústrias. Cada tomador terá direito a até R$ 65 milhões por meio do Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP).

Medidas anunciadas pelo Ministério da Agricultura:

  • Renegociação das dívidas de custeio, podendo ser parcelados em até sete anos
  • Prorrogação das dívidas de investimentos para depois da última parcela do contrato
  • Abertura de linhas de créditos para cooperativas de até R$ 65 milhões por tomador, com prazo de até quatro anos para pagamento

*Acontece no RS

Mais em Agricultura