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Ministério Público denuncia sócias de imobiliária por desvio de R$ 3,7 milhões em Porto Alegre

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Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou três sócias de uma imobiliária de Porto Alegre pelos crimes de apropriação indébita, furto qualificado pelo abuso de confiança e associação criminosa. A denúncia, apresentada em março, aponta que as acusadas desviaram aproximadamente R$ 3,7 milhões de clientes da empresa, que funcionava no bairro Menino Deus.

A investigação revela que o prejuízo total causado pelo grupo pode ultrapassar R$ 7,5 milhões. Conforme informações da Polícia Civil, cerca de 200 inquéritos tramitam sobre o caso, envolvendo denúncias de moradores e síndicos de condomínios administrados pela imobiliária.

O esquema envolvia o repasse de dinheiro dos condomínios para a imobiliária, responsável por quitar contas como água, luz e gás. No entanto, segundo as apurações, os valores eram transferidos para contas pessoais das sócias, deixando as despesas dos clientes em aberto. Em alguns casos, os condomínios tiveram serviços essenciais cortados por falta de pagamento.

O caso veio à tona com a Operação Condominium, deflagrada pela Polícia Civil no ano passado. Na ocasião, foram cumpridos 21 mandados judiciais, incluindo buscas na sede da empresa e nas residências das investigadas. Entre os bens apreendidos, estavam notebooks, celulares, documentos e veículos. O bloqueio patrimonial alcançou R$ 5,4 milhões.

Durante a ação, uma das sócias, de 54 anos, foi presa por desacato após xingar policiais. Ela foi liberada ainda na manhã do mesmo dia, mas precisou utilizar tornozeleira eletrônica.

Outra sócia denunciada alega que não tem relação com os crimes e que deixou a sociedade da imobiliária em março de 2023. Segundo sua defesa, ela teria identificado irregularidades em 2022 e buscado medidas judiciais para se desvincular da empresa. A Justiça já determinou o bloqueio das contas da imobiliária e a restituição dos valores supostamente desviados.

Entenda o caso

Em 25 de outubro do ano passado, foi deflagrada a Operação Condominium, que cumpriu 21 ordens judiciais contra crimes de estelionato, apropriação indébita e furto qualificado pelo abuso de confiança, supostamente praticados através de uma imobiliária localizada no bairro Menino Deus, em Porto Alegre.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, além de 12 bloqueios de ativos financeiros e de contas. De acordo com a corporação, o prejuízo das vítimas ultrapassa R$ 7 milhões.

Na ocasião, conforme o delegado Vinicius Nahan, titular da 2ª DP da Capital, os alvos da ação apareceram em 172 inquéritos, feitos com base em ocorrências registradas por 188 vítimas, entre condomínios e pessoas físicas.

A imobiliária era responsável por administrar os valores de condomínios em 12 bairros, espalhados entre as zonas Norte e Leste. No entanto, segundo o delegado, o montante era repassado para o grupo investigado. “A imobiliária era encarregada de administrar os valores, pagando as contas e gerindo o fundo de reserva desses condomínios. Essas contas foram atrasadas e geraram dívidas. As pessoas pediram explicações sobre esses valores, não obtiveram retorno e, por isso, resolveram nos procurar. Alguns condomínios chegavam a ter mais de 300 mil no fundo de reserva. Quando as vítimas tiveram acesso ao extrato, perceberam que o dinheiro não estava mais lá”, explicou.

Correio do povo

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