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“Não houve fraude”, diz família de responsável pelo Cartório de Registros de Espumoso

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Depois da veiculação da reportagem que aponta a investigação de uma suposta fraude envolvendo o cartório de registro de imóveis de Espumoso, nossa equipe procurou a família da responsável pelo cartório, Maria Inésia Sad para falar sobre a denúncia.

Segundo o TJ, as irregularidades encontradas são que os funcionários estavam com contratos de trabalho em desacordo com regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a falta de um repasse superior a R$ 250 mil.

Em conversa pelo telefone, a família disse que não houve fraude intencional, que segundo Inésia, ela apenas deu continuidade ao método de trabalho feito anteriormente e que apenas deu um aumento salarial para os funcionários. “Todo o trabalho feito mensalmente era repassado e realizada a prestação de contas ao Fórum local. Quando assumiu a responsabilidade do cartório, a Inésia deu continuidade ao trabalho de acordo com o que vinha sendo realizado e sem saber da necessidade de pedir autorização para o Tribunal de Justiça, deu um aumento para os funcionários.” destacou o Jyryes  Sad, marido de Inésia.

De acordo com a denúncia, o cartório, que estava sendo ocupado desde 2016, deixou de repassar R$ 250.512,36 ao Tribunal de Justiça (TJ), segundo a Corte. Ela ocupava o cargo em razão da aposentadoria do titular.

Com relação a denúncia de falta de repasses, a família salienta que “Depois de quitar os salários e fazer os pagamentos de todas as despesas, o valor restante era repassado ao Tribunal de Justiça, sempre com comprovações de todos os gastos e de salários. Porém, esse valor que agora está sendo cobrado, foi utilizado para o pagamento do aumento dos salários dos funcionários.” finalizou.

Através de uma decisão é do diretor do Foro do município, juiz Daniel da Silva Luz, Inésia foi afastada do cargo.

Conforme consta no site do CNJ, o Cartório de Registro de Imóveis de Espumoso arrecadou R$ 1.079.164 no último semestre de 2017. A serventia chegou a ser fechada entre os dias 21 e 23 de fevereiro para readequação do serviço, reabrindo ao público no dia 26. De acordo com o TJ, a unidade aguarda a realização de concurso público para nomeação de um titular.

— Se houve irregularidade, tudo deve ser apurado para eventual punição. Não vamos acobertar ninguém — diz o presidente do Colégio Registral do Rio Grande do Sul, João Pedro Lamana Paiva.

Reportagem do Grupo de Investigação da RBS (GDI) revelou em 2017 que 27 cartórios extrajudiciais estavam sendo investigados por irregularidades e desvio de dinheiro. Um tabelião chegou a ser condenado à prisão. Na Região Metropolitana, três cartórios estavam sob intervenção, com os responsáveis afastados.

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