O caso do abandono de um menino de três anos em um ônibus no Vale do Paranhana revelou um crime ainda mais grave: o feminicídio da mãe da criança. A investigação começou em outubro de 2024, quando o pai, de 25 anos, deixou o filho sozinho em um coletivo na cidade de Três Coroas. A criança, que possui Síndrome de Apert e depende de sonda para alimentação, foi encontrada em estado de maus-tratos e resgatada pelas autoridades.
Descoberta do feminicídio
Ao investigar o abandono, a polícia constatou que a mãe da criança estava desaparecida. Dias depois, vizinhos denunciaram um mau cheiro vindo da residência da família, no bairro Lami, em Porto Alegre. Na casa, a Polícia Civil encontrou o corpo da mulher escondido em um saco plástico, debaixo da cama do casal.
Segundo a investigação, o homem teria asfixiado a companheira e batido a cabeça dela contra a parede, causando lesões fatais. Após o crime, ele trancou a casa e embarcou no ônibus com o filho, alegando que a mulher havia abandonado a família.
Histórico e prisão
Inicialmente preso por abandono de incapaz, o homem foi solto por habeas corpus, mas teve a prisão preventiva decretada após a descoberta do feminicídio. Ele foi localizado em uma fazenda de recuperação de dependentes químicos em Três Coroas e permanece detido desde então. Em janeiro de 2025, tornou-se réu pelos crimes de feminicídio, abandono de incapaz e ocultação de cadáver.
Situação da criança
O menino, resgatado em condições precárias, está sob a guarda provisória do avô paterno desde outubro de 2024. O caso segue acompanhado pela Vara da Infância e Juventude de Porto Alegre.
Contexto recente de violência familiar
Casos de violência contra mulheres e negligência com crianças têm gerado atenção no Rio Grande do Sul. Em São Francisco de Assis, uma mulher foi assassinada pelo ex-companheiro em frente a um hospital. Na mesma semana, outro caso de feminicídio envolvendo envenenamento foi registrado em Torres. Esses crimes reforçam a urgência de medidas de proteção e suporte às vítimas de violência doméstica
Fonte: Agora no Vale






