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PDT quer protagonismo na eleição para governo do RS, mas terá dificuldade de formar alianças

Foto: Camila Cunha
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Lideranças do PDT estão empolgadas com recentes pesquisas de intenção de voto que apontam o bom desempenho da ex-deputada Juliana Brizola e buscam protagonismo na corrida para o governo do Rio Grande do Sul em 2026. Para que o intento se efetive em candidatura, o partido tem os desafios de superar a polarização, deixar para trás os maus resultados das últimas eleições e, principalmente, formar uma coligação com alianças para não se lançar, mais uma vez, sozinho ao Palácio Piratini.

Há, hoje, dois principais caminhos postos para o PDT. A candidatura própria agrada as principais lideranças da sigla – incluindo o presidente nacional, Carlos Lupi, que cumpriu agenda no Estado na semana passada. A outra opção seria compor com a atual gestão estadual, onde o PDT ampliou seu espaço neste ano recebendo a Secretaria da Cultura, que passou a ser comandada pelo deputado estadual Eduardo Loureiro.

“O partido avalia a candidatura da Juliana, que precisa se viabilizar. Se evoluir, temos que estar bem resolvidos com nossos parceiros de hoje. Temos compromissos éticos com o governo do Estado, temos duas secretarias e participação em políticas públicas. Vamos ter um amplo debate de como seguir”, avalia o presidente estadual do partido, Romildo Bolzan Júnior.

Há pontos positivos e negativos nas duas hipóteses e, em jogo, a principal meta do partido para o ano que vem: fazer um bom número de deputados para não apenas superar a cláusula de barreira, como garantir algum poder de atuação no Congresso Nacional. Nessa perspectiva, Juliana poderia ser uma boa ‘puxadora de votos’ com uma candidatura à Câmara dos Deputados, principalmente após conquistar quase 20% dos votos e 136,8 mil eleitores em Porto Alegre na eleição 2024, quando terminou em terceiro lugar.

“Uma candidatura à governadora ajuda inclusive a fazer nominata, a trazer mais lideranças. O que queremos da Juliana é continuar nesse patamar, crescendo (nas pesquisas). É que ela seja uma candidatura à governadora viável”, afirmou Lupi à reportagem.

A principal arma pedetista é o desempenho de Juliana nas pesquisas. “Sabemos que não é fácil, sabemos que é difícil, mas queremos reafirmar que nossa candidata está em primeiro nas pesquisas. Até nas que os adversários fizeram. Imagina arrancar com 25% nas pesquisas. Estou desde 1994 e nunca vi tamanho favoritismo de um candidato do PDT com tanta antecedência”, disse, confiante, o presidente municipal do partido em Porto Alegre, vereador Márcio Bins Ely.

 O PDT não teve boas experiências concorrendo com poucos aliados nas recentes disputas estaduais. O melhor resultado foi com o ex-prefeito de Canoas Jairo Jorge, que pontuou 11,08% em 2018, coligado com seis partidos nanicos. Em 2022, Vieira da Cunha teve só o Avante como aliado e recebeu insignificante 1,6% dos votos. Em 2014, com o extinto DEM e mais três, fez 4,27%. Em 2006, o único governador gaúcho do PDT na história, Alceu Collares, concorreu sem aliados e obteve 3,71% dos votos.

Correio do Povo

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