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PM abre processo de expulsão de tenente-coronel por feminicídio

Foto : KAKAROTO TVIATE / THENEWS2 / ESTADÃO CONTEÚDO
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A Corregedoria da Polícia Militar (PM) abriu um processo de expulsão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Ele está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, pelos crimes de feminicídio e fraude processual.

Geraldo Neto nega ter matado a esposa, alegando que ela atentou contra a própria vida com um tiro na cabeça. A defesa de Neto não retornou à reportagem, procurada pelo Estadão.

Processo de expulsão

A informação sobre o processo de expulsão foi confirmada ao Estadão pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, e pelo Coronel Henguel Ricardo Pereira, secretário executivo da pasta. Se a expulsão for confirmada, Geraldo Neto deixará a corporação e perderá o salário bruto de aproximadamente R$ 29 mil como tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo.

Gisele morreu com um tiro na cabeça na manhã de 18 de fevereiro, no apartamento em que vivia com o marido. Somente o casal estava em casa. Geraldo Neto contou à polícia que a mulher se suicidou após ele manifestar o desejo de divórcio.

Versão contestada pela polícia

O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas modificado para morte suspeita. Isso ocorreu após a família da vítima relatar que Gisele vivia uma relação abusiva, com excesso de controle e ciúmes por parte de Geraldo Neto. A polícia afirma que a versão do tenente-coronel não se sustenta e que Gisele foi assassinada pelo marido, sendo vítima de feminicídio.

A relação do casal também foi explorada. A Polícia Civil extraiu as mensagens trocadas, revelando um casamento com constantes brigas, instabilidade, controle e submissão. Para a polícia, esses diálogos desmentem a versão do tenente-coronel sobre o divórcio.

O interesse pela separação, na verdade, partia de Gisele, e Geraldo impunha resistência ao término. A Corregedoria da Polícia Militar também abriu uma investigação e tanto a Justiça Militar como a Justiça Comum decretaram a prisão do tenente-coronel. Geraldo Neto foi detido em 18 de março e aguarda julgamento.

Correio do Povo

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