PUBLICIDADE

Polícia Civil de SC aponta adolescente como assassino do cão Orelha

Foto : Fabiano do Amaral
Compartilhe este post

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu na terça-feira, 3, o inquérito sobre a morte do cão comunitário Orelha, agredido na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro. O caso gerou comoção e protestos em capitais do País no domingo.

Em nota, os advogados do jovem, Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, afirmaram que as informações divulgadas dizem respeito a “elementos circunstanciais”, que não podem ser considerados prova nem “autorizam conclusões definitivas”. A defesa declarou que, até esta terça, não teve acesso integral aos autos da investigação e que o caso está “politizado”.

Caramelo

Também foram investigadas as agressões a Caramelo, outro cão comunitário da Praia Brava. Segundo a polícia, o animal foi agredido dias após a morte de Orelha. Câmeras de segurança gravaram o ataque, praticado por quatro adolescentes, que, diferente do que havia sido informado, não têm ligação com caso Orelha. Caramelo sobreviveu.

“Neste caso, há vídeo de adolescentes levando o cão para o mar e vídeos de adolescentes jogando-o dentro de um condomínio, de um muro de cerca de 1,5 metro. São adolescentes diferentes do caso do cão Orelha”, diz a polícia. Concluídos, os inquéritos dos dois casos foram encaminhados ao Ministério Público e ao Judiciário.

Contradições ajudam na investigação

Ao menos oito adolescentes chegaram a ser investigados. Não há, porém, imagens que mostrem a agressão contra o cão. Segundo a polícia, a identificação do adolescente suspeito ocorreu após contradições em seu depoimento, além da análise de peças de roupa apreendidas após o retorno dele dos EUA. “O desenrolar dos fatos começou às 5h25 da manhã, quando o adolescente saiu do condomínio, na Praia Brava. Às 5h58, ele retornou ao local acompanhado de uma amiga. Esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento. O adolescente não sabia que a polícia possuía imagens dele deixando o condomínio e afirmou que havia permanecido na área da piscina.”

Outras testemunhas e provas também indicaram que o agressor estava fora do condomínio no horário do crime. O adolescente retornou dos EUA em 29 de janeiro. Segundo a polícia, um familiar tentou esconder um boné rosa que estava com o rapaz e forneceu informação falsa ao afirmar que um moletom – usado no dia do crime – havia sido comprado na viagem.

“O familiar do autor tentou justificar a compra do moletom no exterior, mas o próprio adolescente admitiu que já possuía a peça, utilizada no dia do crime”, afirmou a Polícia Civil. A corporação informou que evitou vazamentos na apuração para impedir que o adolescente permanecesse nos EUA ou eliminasse provas.

Correio do Povo

Leia mais

PUBLICIDADE