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Polícia Civil prende dois acusados pelo desaparecimento de taxista de Carazinho

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Um terceiro é considerado foragido. Polícia confirma versão de latrocínio, roubo seguido de morte. Acusados chamaram Fernando Schmitt para realizar uma corrida quando cometeram o crime

A Delegada de Polícia Rita de Carli convocou coletiva de imprensa no fim da tarde desta quarta-feira (22) para informar que dois acusados de participação no latrocínio ao taxista Fernando Schmitt (41) durante o fim de semana estão presos. A suspeita de que o caso se tratava de um roubo seguido de morte se confirmou.

A delegada também convidou para participar da entrevista o Delegado Jader Ribeiro Duarte, titular da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento – DPPA, o Major Juliano Moura, comandante do 38ª BPM, e o Sargento Castro, do Corpo de Bombeiros Militar. Rita destacou que a elucidação do crime está sendo possível com a participação dos três órgãos da segurança pública. O trabalho policial também contou com a colaboração da 3° DP de Santa Maria, cidade onde uma das prisões foi realizada.

Ela informou que as prisões são preventivas, assim como a de um terceiro, que é considerado foragido. Dois possuem passagens pela polícia. Um dos acusados está sob custódia no Hospital de Caridade de Carazinho – HCC, já que se encontra hospitalizados. Os motivos da internação não foram divulgados. A equipe de investigação já conversou com o homem que está internado e conversou com ele informalmente. No entanto, ele já recebei voz de prisão.

Sobre o caso, Rita informou que na noite de sábado (18), entre 22h e 23h, os suspeitos estavam em uma boate no bairro São Jorge e chamaram o taxista para realizar um corrida. No bairro Floresta ele foi assassinado com três tiros na cabeça. Na sequência o corpo foi levado para o Rio da Várzea e jogado na água, a partir da ponte em direção ao Distrito de São Bento. No caminho, eles descartaram a placa de táxi para descaracterizar o veículo. Depois abandonaram o carro.

“Isso confirma as denúncias que vínhamos recebendo desde o domingo, que nos narravam exatamente estes fatos, de que se tratava de um latrocínio com ocultação de cadáver”, destacou.

A perícia, conforme a delegada, identificou sangue nos bancos da frente, tanto do motorista quanto do carona, e no banco de trás. “Ele foi efetivamente morto dentro do veículo. Isso é confirmado por um dos envolvidos. Depois foi deixado no local onde agora estão sendo feitas buscas pelos bombeiros”, citou.

O celular da vítima, que poderia ser uma prova dos fatos também não foi localizado. A polícia considera que ele possa ter sido descartado, inclusive dentro do rio, tampouco a arma utilizada do crime. Segundo a investigação, ela teria ficado com determinada pessoa. Buscas foram realizadas na residência dela, mas nada foi localizado. “Nestas circunstâncias ninguém segura uma arma de crime. Vai certamente descartar, passar para um terceiro que tenha relação com o fato”, comentou.

Para a delegada, o objetivo dos acusados era subtrair o carro da vítima. “Pelo que nos foi narrado por um deles acreditamos que este era o objetivo. Não sabemos ainda como o assalto foi anunciado, se a vítima reagiu”, declarou.

Participação da Brigada Militar

O Major Juliano Moura enalteceu o empenho dos órgãos na ação. “Nossos policiais deram uma reposta rápida, trabalhando com afinco desde a data do fato até hoje, culminando nestas prisões. A BM participou trocando informações em relação aos fatos, o que foi evoluindo no feriado, sendo filtradas, com a busca de provas técnicas da Polícia Civil”, relatou.

Buscas continuam

O Corpo de Bombeiros Militar segue as buscas no Rio da Várzea, numa área de cerca de 1,5Km a partir da ponte. “A equipe está lá desde domingo, tivemos apoio da equipe de mergulho, mas estamos tendo dificuldades. O rio está cheio e tem grande incidência de galhos. Depois de jogado no rio, o corpo de uma vítima tende a boias entre um a dois dias, por isso acreditamos que ele possa estar preso em algum local”, informou.

*Diário da Manhã

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