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Policiais Federais realizam segundo ato nacional em busca da reestruturação de carreiras

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Nesta quinta-feira, os servidores da Polícia Federal protagonizaram o segundo ato nacional em prol da reestruturação das carreiras policial e administrativa. Em meio às celebrações do Dia do Policial Federal, a mobilização foi marcada por manifestações em diversas partes do país, incluindo Porto Alegre, onde os agentes se concentraram na sede da Superintendência Regional, na Avenida Ipiranga.

O foco do protesto recai sobre a exigência da definição de uma proposta de reestruturação salarial, uma demanda que ganha destaque em meio ao sentimento de indignação dos membros do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef-RS). Júlio César Nunes dos Santos, diretor de comunicação do Sinpef, expressou o misto de emoções que permeia a data festiva diante da postura considerada morosa do Governo Federal em relação à reestruturação.

“É um misto de emoções. Se, por um lado, celebramos nossa instituição, que é reconhecida pela sociedade, por outro, nosso projeto de reestruturação está parado”, afirmou Júlio César. Ele fez um apelo, denunciando a falta de valorização da Polícia Federal, e alertou para a possibilidade de paralisação das operações caso o governo não adote medidas efetivas para atender às demandas.

O ponto alto das manifestações ocorreu em Brasília, onde os servidores se reuniram em frente à sede da PF e, posteriormente, na área externa do Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao lado do Palácio do Planalto. A expectativa é que, em 28 de novembro, ocorra uma reunião entre MGI, Polícia Federal, entidades de classe e o Ministério da Justiça. Já em 29 de novembro, os policiais e servidores administrativos da PF participarão de uma sessão solene na Câmara dos Deputados, acompanhada de um ato em favor da reestruturação das carreiras.

Flávio José Isoton, presidente do Sinpef-RS, destaca a desproporção salarial entre os policiais, não apenas internamente na corporação, mas também em comparação com ganhos de servidores de outras instituições públicas. Os protestos tiveram início após o cancelamento de uma reunião marcada para discutir as reivindicações, o que aumentou a insatisfação da categoria. “Esperamos chamar a atenção para uma situação que se arrasta sem uma razão convincente, visto que a proposta foi chancelada pelo próprio governo federal”, enfatizou Isoton.

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