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Preço da carne e rebanho menor fez com que o abate de bovinos registrasse uma redução de 15% no RS

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Ana Lanches

O número de bovinos abatidos no Rio Grande do Sul teve uma redução de 15% de janeiro a setembro, acentuada no terceiro trimestre do no. Os dados estão na última edição da Carta Conjuntural do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro), da UFGRS.

De acordo com o estudo, o desempenho pode ser explicado principalmente por dois fatores: diminuição do rebanho e aumento do preço do quilo vivo, que faz com que o pecuarista tenha maior poder de barganha. Conforme o empresário Clairton Artuso, proprietário do Atacadão das Carnes, com o preço alto e o consumo bastante deprimido no varejo, houve uma redução da produção. O valor elevado da carne bovina fez com que os consumidores buscassem outras opções como a carne suína e de frango, diminuindo o abate no Estado.

Outro dado apontado pelo levantamento da UFGRS, o rebanho bovino gaúcho vem diminuindo cerca de 2% ao ano. Em setembro de 2021, estava estimado em 11,2 milhões de cabeças. De acordo com o empresário do setor, os pecuaristas estão criando menos animais em razão do preço das matrizes e o custo alto de produção. Desse modo, até um animal ficar pronto para reproduzir demora cerca de dois anos, impactando no tamanho dos rebanhos e dificultando o abastecimento dos frigoríficos.

Clairton Artuso acredita que no último trimestre do ano, os abates devem aumentar pela demanda que se tem no setor no final de ano. As festas de encerramento do ano, o acréscimo do 13º salário e o fim das pastagens deve fazer com que o consumo suba no Rio Grande do Sul.

*Radio Uirapuru

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