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Proagro será calculado pelas médias municipais e sem obrigatoriedade de medições

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Em meio à crise hídrica vivida pelos produtores rurais e a pandemia do Coronavírus, a preocupação com relação à dificuldade da comunicação de perdas ao Proagro deixou muitos produtores preocupados de que a perda seria ainda maior. Mas o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou que os produtores rurais, beneficiários do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) façam a comunicação de perdas de forma remota. A mudança atende ao pedido do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ao Ministério da Economia para simplificar os procedimentos, considerando as dificuldades dos técnicos encarregados de verificação de perdas realizarem os trabalhos presencialmente devido a restrições de mobilidade em função da pandemia do novo Coronavírus. 

A medida simplificou também os procedimentos de comprovação de perdas e de cálculo de coberturas. Devido à seca, mais de 4,5 mil agricultores no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina aguardavam a medida para realizar a colheita.

Segundo a resolução do CMN, essa comunicação deverá conter todas as informações necessárias para obter o benefício do seguro. Poderão ser utilizados correio eletrônico, aplicativo disponibilizado pelo agente do Proagro, contato telefônico ou outro canal que o agente do Proagro disponibilize para esse fim.

Outra boa notícia é a que para a comprovação das perdas, serão levadas em conta as médias municipais, ou seja, a partir dos estudos e estimativas que a Emater/RS-Ascar já possui nos municípios e regiões do Estado, podendo utilizar os dados de produtividade média publicados pelo IBGE. Outra mudança é a liberação da obrigatoriedade de medir as áreas.

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