Produtos do mercado pertencente à família Aguiar, de Cachoeirinha, que está desaparecida desde o final de janeiro, foram furtados na madrugada deste domingo. O suspeito, um homem de 35 anos, foragido do sistema prisional, foi preso por volta de 17h15min.
Equipes do 26º Batalhão de Polícia Militar (26 BPM) foram acionados para averiguar uma denúncia anônima de arrombamento e furto do estabelecimento comercial. No endereço, foram constatados danos no telhado do mercado. No entanto, não foi possível verificar o quanto foi furtado do interior do estabelecimento, já que as chaves estão em posse do Poder Judiciário.
Ainda conforme a denúncia, o suspeito de cometer o furto teria levado as mercadorias até um endereço próximo. A guarnição foi até o local informado, onde foram localizadas duas mulheres testemunhas, de 32 e 53 anos. O suspeito teria chegado no local durante a madrugada com as mercadorias, possivelmente do mercado. As mulheres permitiram a entrada da guarnição na residência.
Foram localizados e apreendidos 33 refrigerantes de 2 litros, 10 pacotes de fumo, 10 pacotes de macarrão instantâneo, oito detergentes líquidos, seis pacotes de salgadinho, dois pacotes de fraldas, dois desinfetantes e um pacote de sabão líquido.
As mulheres afirmaram que não possuem parentesco com o suspeito, mas foram criadas juntas. As testemunhas foram conduzidas à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Gravataí para registro da ocorrência, juntamente com o material apreendido.
Relembre o caso
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu, em abril, o inquérito sobre o desaparecimento da família Aguiar, ocorrido em janeiro deste ano na cidade de Cachoeirinha. Seis pessoas foram indiciadas pelo crime: o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que teria premeditado o crime contra a ex-companheira, Silvana; a esposa de Cristiano, que participou ativamente no pós-crime manipulando dados; o irmão de Cristiano, participa também por fraude processual e também na ocultação dos cadáveres.
Ainda, a mãe de Cristiano, que também participa da fraude processual e associação criminosa, manipulando mensagens; a atual sogra de Cristiano, pelos mesmos motivos, e um amigo próximo da vítima por auxiliar na limpeza de evidências, falso testemunho e associação criminosa.
Considerada uma das maiores investigações da história da polícia gaúcha, a peça conta com mais de 20 mil páginas e um volume de 10 terabytes (TB) de dados.
Família segue desaparecida
Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, desapareceu no dia 24 de janeiro. Na data, câmeras de segurança registraram duas entradas de um Volkswagen Fox vermelho no imóvel dela. Os registros mostram a chegada desse carro no portão, pelas 20h35min, com saída ocorrendo depois de aproximadamente oito minutos.
É possível ver na filmagem que, por volta das 21h28min, o carro branco de Silvana chega na casa, não saindo mais da garagem. Após, próximo às 23h30min, o tal Fox volta para a residência, onde fica por pouco mais de dez minutos, antes de deixar o local novamente. A 2ª DP de Cachoeirinha, à frente dos trabalhos, apura a identificação da placa desse automóvel, suspeitando de possível clonagem.
Na mesma data, um texto em nome de Silvana foi publicado nas redes sociais, relatando um suposto acidente de trânsito que ela teria sofrido enquanto voltava de Gramado, na Serra gaúcha. A investigação aponta que tal colisão jamais aconteceu.
Isail e Dalmira de Aguiar, 69 e 70, respectivamente, desapareceram em 25 de janeiro, um dia depois da filha. Eles teriam sido alertados por vizinhos sobre a postagem do acidente. Ao tentarem registrar boletim de ocorrência, encontraram a DP fechada, decidindo então pedir ajuda ao ex-genro, por ele ser PM. Horas depois, foram vistos pela última vez, entrando em um veículo desconhecido.






