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Rio Grande do Sul deve receber atenção diferenciada no Plano Safra 2024/2025

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Foto: Reprodução
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Durante a apresentação do 8º Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024, divulgado nesta terça-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o governo federal sinalizou que o Rio Grande do Sul deve receber atenção especial no Plano Safra 2024/2025, que deve ser lançado em junho. Para o ciclo atual, a Conab estima que o Brasil terá produção de 295,45 milhões de toneladas de grãos, 0,44% acima da última projeção, mas ainda sem considerar as perdas no RS.

O diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), Silvio Farnese, afirmou que a safra que está chegando ao final é suficiente para atender à demanda interna do país, mesmo com os estragos feitos pelas cheias que causaram perdas na reta final da colheita de soja, arroz e milho, principalmente. Apesar da quantidade considerada suficiente, apesar da elevação de preços por condições de mercado externo e questões econômicas, Farnese disse que a situação é inquietante para o Rio Grande do Sul.

O diretor lembrou de ações do Mapa em socorro aos produtores, como prorrogação de dívidas até 15 de agosto e liberação de crédito. Farnese disse que o apoio ao estado gaúcho deve vir pela necessidade de honrar o povo gaúcho que desbravou várias regiões do Brasil com o agronegócio.

“Estamos analisando agora o Plano Safra que estamos gestando já com esse olhar de trabalhar com um apoio mais intensivo que possa ser feito ao Rio Grande do Sul”, disse. “São produtores extremamente interessados no negócio e que fizeram a diferença na produção agrícola nacional”, destacou.

Os resultados apresentados pela Conab sofreram ajustes na área de milho e soja, com a identificação de novas áreas no Maranhão, Goiás, Pará, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. O presidente da Conab, Edegar Pretto, afirmou que ainda é preciso ter precisão sobre as perdas no RS, pelo difícil acesso a propriedades e níveis elevados das águas.

“Vale ressaltar que, neste primeiro momento, a preocupação é com as vidas e com a garantia do abastecimento, fazer com que as pessoas atingidas pelas chuvas tenham o direito ao básico, como a alimentação”, afirmou.

A Conab estima a produção de 10,495 milhões de toneladas de arroz e acredita que as chuvas atingem ao menos 8% da área de arroz no RS, que concentra 74% da produção nacional. Até o último dia 5, 80% da área semeada no país já estava colhida. Pretto lembrou que o governo federal autorizou a importação de até 1 milhão de toneladas de arroz, apesar da contrariedade de entidades setoriais, para evitar risco de desabastecimento. O presidente da Conab afirmou que o primeiro edital, para importação inicial de 104 mil toneladas, deveria ser publicado nesta terça-feira.

Outras culturas
  • Feijão – As três safras do grão devem gerar produção de 3,32 milhões de toneladas, volume 9,5% superior à produção de 2022/23.
  • Milho – A estimativa é de colheita de 111,64 milhões de toneladas, redução de 15,4% se comparada com a temporada passada.
  • Soja – Se não fosse a catástrofe climática no Rio Grande do Sul, a produção brasileira poderia ser superior a 148,4 milhões de toneladas. No entanto, a estimativa atualizada é de 147,68 milhões de toneladas, redução de 4,5% sobre a safra anterior. A área total cultivada é de 45,7 milhões de hectares, 3,8% superior à da safra passada. Nesta temporada, as produtividades foram inferiores por causa do clima, que impactou a implantação e o desenvolvimento da cultura.
  • Trigo – A semeadura já teve início em estados do Centro-Oeste e Sudeste e no Paraná. No Rio Grande do Sul, o plantio deverá iniciar com atraso nas regiões mais quentes (Alto Uruguai e Missões),responsáveis pelo maior plantio da cultura.

Correio do Povo

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