



Subiu de 57 para 73 o número de surtos ativos da covid-19 em frigoríficos, indústrias e lares de longa permanência do Rio Grande do Sul. É a maior quantidade desde o início da pandemia, em março. Conforme boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (SES) divulgado nesta quinta-feira (16), foram notificados 16 novos surtos desde o último balanço, há 15 dias.
Ao todo, o governo gaúcho já identificou 128 surtos de coronavírus em locais fechados. Destes, 55 são considerados encerrados, isto é, sem novas infecções pelo prazo de 14 dias. No boletim passado, eram 42.
Nos dados disponibilizados pela SES, chama atenção o aumento nos casos de surtos em espaços de longa permanência. Há duas semanas, eram 17. Agora, são 28, sendo cinco em casas prisionais e 23 em lares de idosos.
Com o aumento, o governo estima que 4.546 pessoas estão expostas ao vírus, sendo que 802, isso é, 17,6%, tiveram o diagnóstico positivo. Ao todo, já foram registrados 46 óbitos nesses locais.
Surtos em frigoríficos
Antes campeões de casos, os frigoríficos gaúchos são a categoria que concentra o menor número de surtos. Mesmo assim, são 20 ativos, que somam 26,7 mil trabalhadores expostos. Até agora, 4,3 mil foram confirmados com a covid-19, sendo que quatro funcionários morreram em decorrência da doença. Outros dois óbitos estão relacionados a trabalhadores do ramo.
Aumento de casos em indústrias
Considerando o setor industrial gaúcho, à exceção dos frigoríficos, são 25 surtos em investigação pelo governo do Estado. Isso representa mais de 12,9 mil trabalhadores expostos. Destes, 238 testaram positivo para o vírus e dois morreram.
*Fonte: GaúchaZH







