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Sindicância identifica 33 médicos que descumpriram jornada de trabalho no Samu

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Uma sindicância do Departamento de Auditoria do SUS identificou 33 médicos que cometeram irregularidades na Central de Regulação do Samu, que atende a chamados de 293 municípios gaúchos pelo telefone 192. A reportagem da RBS TV flagrou profissionais cumprindo jornada de trabalho inferior ao estabelecido por contrato, em agosto desse ano.

Segundo o diretor do Departamento de Auditoria do SUS, Bruno Naldorf, a sindicância instaurada trouxe comprovações de que existem indícios de irregularidades. Além da sindicância, uma auditoria também foi realizada.

“Cada servidor que tiver possivelmente cometido uma infração de não cumprimento de carga horária, permissão de não cumprimento da carga horária ou qualquer outra atividade, deverá ser feita, numa consequência da sindicância investigativa, a apuração por meio de processo administrativo disciplinar pela Procuradoria Geral do Estado, que podem gerar as punições previstas no estatuto dos servidores do estado do RS”.

A punição pode chegar à demissão, segundo o departamento.

Entre os médicos investigados, está a profissional que colocava uma garrafa de plástico sobre o teclado do computador quando se ausentava do trabalho para manter teclas pressionadas. Com isso, o computador não desligava e nada era registrado no sistema.

Faltas abonadas como problema de marcação do relógio

Uma médica cumpriu 51 horas de uma jornada mensal de 240 horas, constatou a sindicância. As faltas abonadas eram justificadas como problema na marcação do relógio de ponto e compensação autorizada.

Segundo a PGE, ao fim do processo, os médicos flagrados descumprindo a jornada podem ter que devolver o dinheiro referente às horas não trabalhadas.

“Vai depender da comprovação de quantas horas não foram efetivamente executadas, se houve prejuízo ao estado, mas verificado tudo isso, se pode fazer uma ação de ressarcimento”, diz a procuradora do Estado, Suzana de Castro.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, foram instaladas câmeras para monitorar o trabalho. Médicos terceirizados foram contratados. A espera no telefone por atendimento caiu 50%.

O caso segue sendo investigado pelo Ministério Público, em conjunto com a Polícia Civil. Dez pessoas foram ouvidas e compartilharam provas. O Conselho Regional de Medicina também apura o caso.

G1RS

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