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STF esclarece que fala de Barroso sobre “derrotar o bolsonarismo” se referia ao voto popular, não à atuação institucional

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O Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu um comunicado nesta quinta-feira (13) esclarecendo que o ministro Luís Roberto Barroso estava se referindo ao “voto popular” quando afirmou “nós derrotamos o bolsonarismo”, durante uma atividade do 59º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Brasília. Segundo a assessoria da Corte, a declaração não dizia respeito à atuação de qualquer instituição.

A fala do ministro ocorreu na noite de quarta-feira (12) durante uma mesa de discussão intitulada “Em defesa da democracia: o enfrentamento ao autoritarismo e ao discurso de ódio no Brasil”. Além de Barroso, estavam presentes o ministro da Justiça, Flávio Dino, e o deputado Orlando Silva (PC do B).

Durante o evento, uma parte dos estudantes presentes vaiou as falas de Dino e de Barroso. Segundo a nota divulgada pelo STF, as vaias vieram de um pequeno grupo ligado ao Partido Comunista Brasileiro, que é oposição à atual gestão da UNE. Esse grupo levou uma faixa com a frase “Barroso: inimigo da enfermagem e articulador do golpe de 2016”.

O ministro também fez menção ao tema da enfermagem em seu discurso, mencionando que conseguiu recursos para a categoria. Em setembro do ano passado, Barroso havia suspendido o pagamento do piso salarial da enfermagem por falta de detalhamento das fontes de custeio. Após o governo federal liberar mais de R$ 7 bilhões para o pagamento, o ministro revogou a suspensão.

A assessoria do STF destacou que as decisões sobre o piso salarial da enfermagem foram confirmadas pela maioria do plenário da Corte.

A nota do Supremo reiterou que a fala de Barroso se referia ao voto popular como forma de derrotar o bolsonarismo, deixando claro que não se tratava de uma referência à atuação de qualquer instituição.

Com informações: Fernando Kopper

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