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Um passado que se faz presente

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Por: Professora Josiane Rosolem
Graduada em História LP /UPF
Pós Graduada em Metodologia do Ensino de História/Uninter

Por volta de 4000 a.C num território irregular de solo montanhoso, pouco fértil, de vegetação escassa e com espaço limitado para a formação de cidades, surgiu uma das mais esplêndidas, grandiosas e fascinantes civilização do mundo antigo: a Grécia, que até hoje desperta admiração no mundo contemporâneo.

Berço do conhecimento, da razão, do saber, da Filosofia, da mitologia entre tantos conhecimentos fornecidos aos povos antigos e aqueles que entraram em contato com essa civilização, a Grécia também foi o berço da maior competição de esporte daquela época: os Jogos Olímpicos, os quais se postergaram ao longo do tempo e das gerações.


A Grécia nunca foi um estado unificado, ou seja, era formada por diversas cidades-estados autônomas entre si, que só se uniam mediante um único acontecimento: as guerras. Entre as cidades-estados, destaca-se a cidade de Olímpia, o berço das competições olímpicas, por isso o nome Olimpíadas.

De acordo com a mitologia grega, o herói Hércules, criou as Olimpíadas por volta de 2.500 a.C. na Grécia antiga, para homenagear o pai dele, Zeus ( o mais importante Deus grego), e incluíam as mais variadas modalidades esportivas como: corridas, saltos, arremesso de discos, lutas corporais, corridas de bigas, competições filosóficas e poéticas. As competições eram tão importantes entre os gregos, que chegavam interromper guerras. Contudo, os primeiros registros históricos das Olimpíadas são de 776 a.C., quando os atletas vencedores, além de terem seus nomes registrados em livros considerados sagrados, também recebiam coroas de louro.

Os Jogos Olímpicos da Antiguidade foram celebrados até o ano de 393 d.C, quando a Grécia sob o comando do imperador Teodósio I, que era cristão( monoteísta), mandou fechar o templo em honra a Zeus, na cidade de Olímpia. Com isso, os Jogos Olímpicos caíram no esquecimento por quinze séculos, até que em 1890 o suíço, pedagogo e aristocrata, Pierre de Frédy (Barão de Coubertin), não mediu esforços junto a comunidade internacional para que os os Jogos Olímpicos fossem retomado, uma vez que considerava a prática de esportes extremamente importante e saudável para a sociedade daquela época, uma vez que, até hoje, a prática de exercícios e atividades físicas são extremamente indispensáveis para uma boa qualidade de vida.

Os esforços do Barão tiveram êxitos. Em 1896, foram realizados em Atenas os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna e deste ano em diante as olimpíadas são realizadas de quatro em quatro anos e se tornaram o maior evento esportivo do planeta e o único capaz de reunir inúmeras delegações em uma mesma cidade. Os atletas que representam suas delegações, indiferente do continente do qual são oriundos, buscam preservar a união dos povos por meio do esporte.
Em 2020, estava previsto para acontecer as Olimpíadas na cidade de Tóquio no Japão, porém com a e decorrência da pandemia de Covid-19 que assolou o planeta, os Jogos Olímpicos, foram transferidos para esse ano de 2021, Olimpíadas essas chamadas de “ Olimpíadas da superação”. A cerimonia de abertura teve início no dia 23 de julho e se estende até o dia 08 de agosto, com a cerimônia de encerramento. Já no dia 24 de agosto até o dia 05 de setembro serão realizados nesta mesma cidade, os jogos paralímpicos, que são os jogos destinados a atletas portadores de necessidades especiais.


Em meio a esse espírito olímpico, de união e superação que se fazem necessários mediante a atual conjuntura que nos assola, a professora Josiane Rosolem, durante suas aulas de História junto à suas turmas de Nível A/B e 6° ao 9° ano da EMEF Augusto Peruzzo do Pontão do Butiá, buscou fazer um resgate Olímpico e a importância destes Jogos para a humanidade. O assunto proposto pela professora aos seus alunos foi tema de muito debate, produção e construção de conhecimento, assim como um resgate ao passado histórico. Cada turma foi desafiada a desenvolver diversas atividades que foram desde pesquisa até produção de painéis contendo inúmeras informações sobre várias modalidades olímpicas e competidores, em especial, aquelas que envolviam os atletas brasileiros. Muito conhecimento e curiosidade foram desencadeados durante as aulas o que contribuiu ainda mais para a o enriquecimento da mesma, bem como a participação, empenho e envolvimento dos alunos que não mediram esforços para realizar aquilo que estavam sendo desafiados. Para a professora, uma coisa é certa “ o conhecimento não é único nem exclusivo, ele ocorre quando existe a construção e a produção do mesmo no coletivo, a partir do respeito aos saberes e vivências de cada um, dentro de um determinado contexto histórico, afinal, somos seres em constante transformação e evolução ”.

Sexta-feira, 30/07/2021.

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