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Alexandre de Moraes envia para julgamento no plenário do Supremo ação que questiona limites para acordos de delação

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ao plenário da Corte, nesta quarta-feira (8), uma ação apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) que questiona os limites para acordos de delação premiada.

Protocolada em 2021, a ação busca estabelecer parâmetros constitucionais para a aplicação desse tipo de acordo. Na prática, o julgamento poderá definir regras ou restrições para a utilização da delação premiada em investigações e processos judiciais.

Relator do caso, Moraes liberou o processo para análise do plenário. Caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, definir a data para o julgamento presencial, quando os demais ministros deverão se manifestar sobre o tema.

O envio da ação ocorre em meio a discussões sobre um possível acordo de delação premiada envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Na ação, o PT solicita que o Supremo estabeleça limites para esse tipo de instrumento. Entre os pontos apresentados, o partido defende que declarações de colaboradores não possam, mesmo quando confirmadas por outras delações, servir como único fundamento para decisões como decretação de prisões, bloqueio de bens ou condenações.

Além disso, o partido argumenta que acordos firmados com réus em prisão cautelar considerada ilegal devem ser declarados nulos, por ausência de voluntariedade.

Em 2022, a Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a ação, defendendo sua rejeição. Segundo o órgão, o questionamento não seria cabível no formato apresentado, já que existem outros meios jurídicos para discutir os pontos levantados.

Para o PT, “o combate à criminalidade não deve e não pode ser feito à revelia das garantias processuais fundamentais”.

O Sul

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