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Corpo carbonizado: de amigo a autor de assassinato

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O depoimento do homem que se apresentou na Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), suspeito de matar e queimar uma vítima no último fim de semana, apresentou detalhes importantes que serão investigados pela Polícia Civil. O indivíduo disse ser amigo da vítima.

Pela brutalidade, o crime comoveu a comunidade de Passo Fundo, é comentado em diversos bairros e ganhou repercussão em várias cidades do Estado.

No fim da noite de sábado, início da madrugada de domingo (07), um corpo carbonizado foi localizado dentro de um carro queimado na Rua Floresta do Bairro Petrópolis. O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência onde um veículo encontrava-se em chamas. Após apagar o fogo, o corpo carbonizado foi localizado dentro no porta-malas.

Ontem (08), se apresentou na DHPP um possível envolvido na ocorrência. Ele estava junto com um adolescente, que será testemunha. Ambos estavam acompanhados do advogado criminalista José Paulo Schneider.

De acordo com Schneider, o seu cliente assumiu a autoria dos fatos, sustentando ter matado a vítima em legítima defesa.

No depoimento, o autor disse à delegada Daniela de Oliveira Mineto que era amigo da vítima. Os dois, junto com o menor de idade, estariam consumindo cocaína e decidiram estacionar o carro no terreno baldio para seguir com o uso do entorpecente.

Ainda segundo o autor, em determinado momento, houve uma discussão entre os dois, no lado de fora do carro. O motivo teria sido por conta de ciúmes da vítima com a namorada. Os dois entraram em luta corporal e, de acordo com o depoente, a vítima sacou de uma arma de fogo, momento em que o autor pegou a arma e atirou contra seu amigo. Foram efetuados dois tiros, o último teria acertado a vítima.

Para a delegada, o homem disse que agiu em legitima defesa, depois colocou o corpo dentro do porta-malas e queimou o carro.

O adolescente teria fugido no momento em que a briga começou, segundo o depoimento.

A DHPP irá analisar as informações, investigar o caso e comprovar ou não a versão do autor.

Fonte: Rádio Planalto

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