O governo federal reprovou 115,7 mil cadastros de famílias residentes em 231 municípios do Rio Grande do Sul que pediram o Auxílio Reconstrução, benefício destinado à população atingida pelas enchentes que assolaram o estado em maio.
Segundo a Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, os dados apresentam inconsistências como pedidos em nome de pessoas com indícios de óbito na base do governo; a mesma família solicitando a partir de cidades diferentes; famílias informando residirem no mesmo endereço; e membros de uma família constando como integrantes de outra família. Veja os dados abaixo.
- 4.016 famílias aparecem com integrantes cadastrados em duplicidade, em mais de uma família
- 5.322 famílias que já receberam o benefício e estão requerendo por outra cidade
- 1.433 chefes de família com indícios de óbito na base do governo
- 68.864 registros com mais de uma família no mesmo endereço
Os cadastros serão devolvidos às prefeituras para correções. Ao fazer login no site do Auxílio Reconstrução, o responsável familiar receberá a informação de que o primeiro cadastro não foi aprovado com o motivo detalhado.
O governo sinaliza, ainda, que quem pedir o auxílio e receber o benefício sem ter tido prejuízos nas enchentes comete fraude, e pode responder civil e criminalmente. O governo federal disponibilizou a lista atualizada de famílias do Rio Grande do Sul que receberam o benefício. Na consulta dos nomes, é possível denunciar quem não deveria ter recebido.
Critérios para reprovação
- CPF inválido
- Família com requerimento em mais de um município
- Família única no CadÚnico cadastrada como mais de uma família no Auxílio Reconstrução
- Família única no Cadúnico com membro em outra família habilitada
- Família com membro(s) comum(ns) no Auxílio Reconstrução
- CPF de pessoa menor que 16 anos
- CPF com registro de óbito nas bases do Governo Federal
- Família cadastrada no mesmo endereço de outra família
- Responsável familiar não é titular do CPF informado
G1
O benefício
O benefício é um apoio financeiro no valor de R$ 5,1 mil para quem teve alguma perda durante as enchentes que atingiram o estado. É uma ajuda para que os afetados possam retomar as vidas: comprar eletrodomésticos, móveis ou até fazer uma reforma.
O governo diz que cada família sabe a melhor forma de usar o dinheiro, mas a Controladora-Geral da União (CGU) divulgou que metade dos quase 700 mil candidatos ao benefício caiu numa espécie de “malha fina” para identificar irregularidades.
O benefício já foi repassado a 346,8 mil famílias do estado a partir de um investimento de R$ 1,6 bilhão.






