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‘Não terá Brasa’: Samir Xaud revela como CBF reagiu a polêmicas com uniforme da seleção brasileira para Copa

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Em entrevista exclusiva à ESPN, concedida nesta quinta-feira (26) em Boston, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Samir Xaud, se posicionou sobre as muitas polêmicas envolvendo as novas camisas da seleção brasileira, que foram lançados neste mês pela fornecedora Nike.

Em relação ao novo uniforme 1, gerou repercussão negativa o fato dos meiões terem a inscrição “Brasa” para se referir ao Brasil.

Xaud, que vetou a fabricação de uma camisa vermelha da seleção como uma de suas primeiras atitudes ao assumir a Confederação, afirmou que foi “pego de surpresa” e assegurou que vai pedir a substituição do “Brasa” por “Brasil”.

“Primeiramente, nós temos que dividir o que a Nike, que é a maior patrocinadora da seleção brasileira faz em relação ao ser marketing, em relação a um contrato que nós pegamos de uma gestão anterior, para o que a nova gestão da CBF acha. Meu conhecimento, a partir do momento que entrei no primeiro mês de gestão da CBF, nós nos debruçamos em cima de assuntos importantes. Vocês acompanharam comigo a questão da camisa vermelha. É algo que de princípio nós já barramos, porque eu sei da nossa identidade e da nossa cultura como torcedores”, iniciou.

“Sempre falei dessa questão do patriotismo: independentemente de lado político, não estamos aqui para fazer política em cima do futebol, principalmente em cima da CBF. Fui pego um pouco de surpresa. O que me foi apresentado inicialmente não tinha ‘Brasa’, mas sabíamos que havia uma campanha publicitária que seria feita no pré-Copa em relação a isso”, seguiu.

“Mas, de antemão, pelo respeito que eu tenho com a bandeira do Brasil, que todos já sabem, e pelo respeito que eu tenho pela seleção brasileira, não tem ‘Brasa’ no nosso uniforme principal. Isso foi feito em relação à Nike para essa campanha publicitária isoladamente, mas deixo claro que o nosso uniforme é o nosso manto, é o verde e amarelo, sempre deixo isso claro, e não vai ter essa questão de ‘Brasa'”, pontuou.

“O segundo ponto: fomos pegos um pouco de surpresa. A gente esperou essa repercussão, ver o que iam falar, esperamos um pouco esse feedback da nossa patrocinadora, mas estou hoje aqui tentando esclarecer e tranquilizar toda a nação brasileira que isso não confere, não vai ter ‘Brasa’ no nosso uniforme”, salientou.

“Não, não vai ter, até porque isso é respeito. Eu falo muito em respeito em relação ao nosso uniforme e à nossa bandeira, e o nosso nome é ‘Brasil’. Então, vai ter ‘Brasil’ no nosso meião, e não ‘Brasa'”, complementou.

Jordan incomodou?

Questionado também se a logomarca da Jordan Brand, que estará na nova camisa 2 da seleção, causou algum tipo de incômodo, Xaud afirmou que não.

Apesar de Michael Jordan ser um ídolo do esporte dos Estados Unidos, o presidente da CBF considera que o uso da imagem da lenda do basquete é positivo para “internacionalização” do uniforme do Brasi.

“A principio não gerou um incômodo (a logomarca da Jordan Brand). Pegamos um contrato (com a Nike) da outra gestão, tivemos reuniões e, naquele primeiro moment,o queríamos esclarecer tudo. Não vejo a Jordan como a pessoa [Michael Jordan], e sim como a marca, que é muito grande”, argumentou.

“No processo de internacionalização, isso é importante para trazer credibilidade para a CBF e seleção, trazendo parceiros grandes. Vimos (o uso do logo da Jordan Brand) como questão de marketing estratégico, tanto é que não tem (o logo) na camisa amarela”, complementou.

A nova “amarelinha” fará sua estreia no amistoso contra a Croácia, dia 31 de março, às 21h (de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando.

O equipamento reserva, por sua vez, será usado pela primeira vez pelo Brasil contra a França, dia 26, no Gilette Stadium, em Boston.

Fonte: ESPN.

 

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